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Qual Departamento Deve Implementar IA Primeiro na Sua Empresa? Um Guia Claro Para Não Começar Errado

Tempo de leitura: 7 minutos
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Tomar a decisão de investir em IA costuma ser a parte fácil.

O desafio aparece logo em seguida: por onde começar?


Marketing quer personalização. Vendas quer previsão. Operações quer automação. Atendimento sonha com um chatbot. Financeiro quer eliminar trabalho repetitivo. E RH vê IA como uma forma de ganhar agilidade.

Quando todo mundo quer ser prioridade, é comum bater a dúvida:
Existe um departamento “certo” para dar o primeiro passo?

A verdade é que não existe resposta universal. O que existe é o melhor ponto de partida para a sua empresa, considerando estrutura, maturidade, dores e objetivos.

E um começo bem escolhido faz toda diferença: cria confiança interna, entrega resultado rápido e gera aquela sensação de “por que não fizemos isso antes?”.

A seguir, você encontra um guia direto, mas sem superficialidade, para ajudar a escolher o primeiro departamento a receber IA — sem achismo, sem modismos e sem aquela lógica de “vamos colocar IA em tudo porque é tendência”.

Antes de escolher o departamento, entenda o contexto da empresa

IA não funciona no isolamento. Ela depende de dados, pessoas, processos e da maturidade da empresa. Por isso, antes de pensar em marketing, vendas ou atendimento, vale olhar para três perguntas simples que ajudam a enxergar o cenário com clareza.

1. Onde a aplicação de IA traria alívio imediato?

Algumas áreas passam o dia apagando incêndios. Outras vivem presas em tarefas manuais. Outras têm gargalos conhecidos há anos.


Uma boa primeira implementação geralmente melhora um problema que todo mundo já enxerga, mas que nunca foi resolvido por falta de tempo, ferramentas ou estrutura.

Pergunte para você mesmo:
“Se algo fosse automatizado ou otimizado nas próximas oito semanas, onde o impacto seria claro para toda a empresa?”

Essa resposta costuma apontar o melhor ponto de partida.

2. Onde já existe material mínimo para IA trabalhar?

IA é poderosa, mas não faz milagre com ausência total de dados.
Ela precisa, no mínimo, de:

  • histórico de conversas

  • planilhas

  • tickets

  • documentos

  • processos minimamente organizados

Quanto mais concreta é a base, mais rápido e barato é implementar.

Se uma área não tem nada disso, a IA ainda ajuda — mas o trabalho inicial vira arrumar a casa, não automatizar. Não é errado, só demora mais. E o primeiro projeto não pode ser o mais demorado.

3. Quem vai abraçar o projeto de verdade?

Você pode ter o melhor case técnico do mundo, mas se o líder da área não se engaja, não valida e não apoia, o projeto empaca.
Por isso, escolher o departamento também passa por escolher a pessoa que vai caminhar junto.

O primeiro projeto precisa de:

  • abertura

  • curiosidade

  • disposição para testar

  • vontade de implementar melhorias

Uma liderança parceira faz o projeto andar. Uma liderança resistente transforma qualquer solução em um problema.

Agora sim: qual departamento costuma ser o melhor para começar?

Aqui entramos na prática. A seguir, uma análise clara e equilibrada sobre cada área — o que esperar, quando vale a pena e quando não vale.

IA no Atendimento ao Cliente: normalmente o melhor ponto de partida

Atendimento costuma ser o “ponto de virada” na maioria das empresas porque reúne três elementos raros: volume, repetição e informação estruturada.

Além disso, é uma área onde o impacto é visível para cliente e para o time interno.

Por que é um excelente começo

  • Alto volume de tarefas repetitivas.

  • Base de conhecimento já existente (FAQ, histórico de tickets).

  • Muita demanda para pouco time.

  • Ganhos perceptíveis logo nas primeiras semanas.

O que implementar primeiro

  • Chatbot treinado na base da empresa.

  • Triagem automática de tickets.

  • Sugestões de resposta para agentes humanos.

É simples? Não. Mas é direto, funciona e cria um case interno forte.

Quando não começar por aqui

  • Quando a empresa não tem histórico de atendimento.

  • Quando os casos são extremamente personalizados.

  • Quando o time está passando por crise interna (falta de liderança, alta rotatividade etc.).

IA em Operações e Back-Office: o caminho mais silencioso e eficiente

Se atendimento não fizer sentido, operações costuma ser o melhor substituto.
É a área onde IA e automação brilham em velocidade e custo-benefício.

Por que funciona tão bem

  • Processos previsíveis e padronizados.

  • Documentos estruturados (faturas, contratos, relatórios).

  • Quantidade enorme de tarefas manuais evitáveis.

  • Pouco impacto direto para o cliente (ótimo para testar com margem de segurança).

O que implementar primeiro

  • Automação de leitura de documentos.

  • Movimentação automática entre sistemas.

  • Relatórios recorrentes gerados sem intervenção humana.

Serve como primeiro passo e geralmente vira uma fábrica de ganhos.

IA em Vendas: potencial gigante, mas exige cuidado

Vendas é a área onde IA pode gerar mais receita — mas também onde erros custam mais caro.
Se houver maturidade e dados suficientes, pode ser um começo excelente.

Quando vale considerar

  • CRM organizado com histórico de pelo menos 12 meses.

  • Volume de leads que já exige priorização.

  • Liderança aberta à tecnologia.

Boas primeiras aplicações

  • Scoring de leads.

  • Análise de sentimento em conversas.

  • Sugestão de próximas ações.

Se a base estiver suja, pule vendas e volte depois. É a pior área para testar IA com pressa.

IA no Marketing: ótimo para amadurecer, nem sempre para começar

Marketing ama IA — e com razão. Mas como ponto de partida, costuma ser enganoso: impacto é difuso, exige supervisão e o ROI demora a aparecer.

Quando faz sentido

  • Time maduro analisando dados.

  • Grande volume de conteúdo.

  • Estrutura para testar e iterar.

Quando não é boa ideia

  • Quando há pressão por ROI rápido.

  • Quando todo conteúdo é artesanal e estratégico.

  • Quando o time é enxuto e já sobrecarregado.

IA no Financeiro: impacto grande, responsabilidade maior ainda

Financeiro é sempre promissor porque concentra processos repetitivos e dados limpos.
Mas aqui a IA precisa ser impecável — erro vira prejuízo.

Aplicações iniciais

  • Processamento de notas.

  • Conciliação automática.

  • Análises de inconsistência.

É um excelente projeto, mas raramente é o primeiro. Geralmente é o segundo ou terceiro, quando o time já confia no uso da tecnologia.

IA no RH: uma opção subestimada

RH tem muito mais potencial do que a maioria imagina.
O volume é menor que em operações, mas os ganhos são claros e o impacto na experiência é imediato.

Onde IA ajuda logo de cara

  • Triagem de currículos.

  • Onboarding automatizado.

  • Chatbot interno para dúvidas.

Perfeito para empresas em crescimento, com muitas contratações ou processos repetitivos.


Como decidir, de fato? Use uma lógica simples (e funcional)

Ignore qualquer fórmula complicada.
A lógica mais eficiente para escolher o departamento é esta:

  1. Onde existe um problema claro que a equipe reconhece?

  2. Onde já existem dados mínimos para IA trabalhar?

  3. Quem é o líder mais aberto e colaborativo neste momento?

  4. O que pode gerar um case rápido para criar confiança?

O melhor primeiro projeto é aquele que:
resolve uma dor, usa o que a empresa já tem e mostra resultado em poucas semanas.

O que a Next Action recomenda na prática

Depois de implementar IA em dezenas de empresas de diferentes setores, o padrão é claro:

Na maioria dos casos (70%): Atendimento ou Operações é o ponto ideal.

Por quê?

  • ROI rápido.

  • Baixa resistência interna.

  • Dados já estruturados.

  • Menor risco.

  • Storytelling forte para apresentar para o board.

Para empresas digitais, Produto também pode ser o início. Para indústrias, Operações costuma ser dominante. Para consultorias e agências, Vendas pode ganhar o posto.

A escolha depende menos de “moda” e mais do seu contexto atual — e é por isso que criamos conteúdos como Agência de IA e Agência vs Consultoria de IA, que ajudam empresas a entender qual tipo de abordagem faz mais sentido antes mesmo de escolher o departamento.

Como a Next escolhe o primeiro projeto junto com você

A abordagem é simples e direta:

1. Entendemos a dor.

Sem hype, sem buzzwords. Queremos saber o que trava seu time hoje.

2. Avaliamos dados e processos.

Se não tiver base para IA, é melhor estruturar antes — e dizemos isso abertamente.

3. Priorizamos oportunidades pelo equilíbrio entre impacto e viabilidade.

4. Implementamos um piloto focado e mensurável.

5. Criamos o case para escalar IA no seu ritmo.

IA não é corrida de 100 metros. É uma construção contínua. O primeiro passo precisa ser inteligente — não precipitado.

Quer escolher o melhor ponto de partida para a sua empresa?

A Next ajuda você a tomar essa decisão com segurança.
Em uma conversa estratégica, analisamos:

  • processos candidatos

  • maturidade de dados

  • disponibilidade do time

  • impacto esperado

  • investimento necessário

Tudo de forma direta, sem empurrar solução.