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Anonimização é a técnica que remove ou transforma informações pessoais de forma que a identidade do titular não possa ser descoberta, direta ou indiretamente. Em termos práticos, significa que, após esse processo, não existe caminho possível para voltar à pessoa original, mesmo combinando múltiplas fontes externas.

Dentro da LGPD, esse é um conceito central porque define quando dados deixam de ser considerados pessoais e passam a ser classificados como dados anônimos. Uma vez realmente anonimizados, deixam de estar sujeitos às obrigações da lei.

Como funciona a anonimização

A anonimização não é apenas remover nome, CPF ou endereço. O processo exige transformar atributos que possam revelar identidade por meio de correlação, padrões de comportamento ou características únicas.

Remoção e transformação

Em geral, o processo envolve substituir valores específicos por categorias mais amplas, aplicar técnicas de generalização e reduzir detalhes que possam levar à reidentificação. Alguns projetos ainda aplicam ruído estatístico para evitar inferências precisas.

Irreversibilidade

O critério mais importante é a impossibilidade de reidentificação. Se existe alguma forma razoável de descobrir quem é o titular combinando informações internas ou externas, o dado não está anonimizado; está apenas pseudonimizado.

Diferença entre anonimização e pseudonimização

Embora os termos pareçam semelhantes, tratam de conceitos completamente diferentes.

Anonimização

Os dados deixam definitivamente de permitir identificar a pessoa. A irreversibilidade é premissa obrigatória.

Pseudonimização

Os dados continuam pessoais, mas são substituídos por códigos ou identificadores. A identidade original pode ser recuperada e, portanto, a LGPD continua a se aplicar.

Essa distinção é fundamental em projetos de IA que lidam com grandes volumes de informação.

Quando usar anonimização em projetos de IA

A anonimização é indicada quando o modelo não depende da identidade real do titular para aprender ou gerar resultados. Em muitas aplicações, atributos agregados, padrões ou características generalizadas são suficientes para treinar o sistema com segurança.

A técnica reduz riscos jurídicos, melhora governança e permite análises em escala sem violar direitos de privacidade.

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